Resposta direta: uma frota conectada de e-bikes precisa de duas camadas de hardware: o cadeado inteligente (Linka, AXA IN ou Omni) ou o IoT integrado de fábrica (Acton, Okai), e uma camada de software que os orquestre. O Fleet OS liga-se por software aos cinco fabricantes, acrescenta rastreamento GPS e permite integrar qualquer outro hardware com API através de uma integração standard (750 €).
As duas arquiteturas de hardware conectado
Opção A — Cadeado inteligente sobre bicicleta standard
Converte qualquer bicicleta (mecânica ou elétrica) em veículo de sharing acrescentando um cadeado conectado:
- Linka: frame lock de ferradura com Bluetooth/4G, abertura a partir do telemóvel, alarme antirroubo integrado. O cavalo de batalha do bike sharing urbano.
- AXA IN: a família conectada do fabricante holandês líder em frame locks. Qualidade industrial, abertura remota e estados de bloqueio fiáveis.
- Omni: catálogo amplo (ferradura, padlock, controladores de trotinete) com GPS integrado em vários modelos e boa relação qualidade/preço.
Vantagem: liberdade total ao escolher a bicicleta. Limite: a telemetria depende do cadeado (bateria própria, posição quando reporta).
Opção B — IoT integrado de fábrica na e-bike
A e-bike sai de fábrica com centralina conectada:
- Acton: sistemas IoT para frotas partilhadas com GPS, controlo de motor e diagnóstico de bateria em tempo real.
- Okai: fabricante de e-bikes e trotinetes de sharing com IoT próprio integrado; hardware pensado de raiz para operadores.
Vantagem: telemetria completa (bateria real do veículo, bloqueio do motor, diagnóstico). Limite: casa-se com o catálogo do fabricante.
A telemetria que importa (e a que é ruído)
Das dezenas de variáveis possíveis, estas cinco pagam a fatura:
- Posição GPS — para o mapa de frota, geocercas e recuperação de roubos.
- Nível de bateria — alimenta os alertas de carga noturna automáticos.
- Estado do cadeado — aberto/fechado real, não assumido: imprescindível para fechar alugueres.
- Alarme de movimento — aviso se uma bicicleta bloqueada se mover.
- Comandos remotos — abrir, fechar e desativar a partir do painel, com confirmação de sucesso ou erro.
Tudo o resto (temperatura, acelerómetros, versões de firmware…) é útil para o fabricante, não para a sua conta de resultados.
Como tudo se liga por software
O valor de um software de gestão de frotas hardware-agnostic está em unificar fabricantes distintos sob uma só operação:
- O utilizador desbloqueia qualquer bicicleta a partir da WebApp — tanto faz se por trás há um Linka, um AXA IN ou um IoT da Okai.
- O operador vê toda a frota num único painel: bateria, GPS e estado do cadeado, com os mesmos comandos remotos para todos.
- As automatizações (alertas noturnos, desligamento fora de horário, deteção fora de zona) funcionam igual com qualquer hardware compatível.
E se o meu fabricante não estiver na lista?
Se o hardware expõe uma API, pode ser adicionado: o Fleet OS orçamenta a integração standard em 750 € (fabricantes não standard ou sistemas externos tipo PMS, sob proposta). Isto evita o erro mais caro do setor: deitar fora hardware funcional porque "o software não o suporta".
Checklist de compra para operadores
- O cadeado/IoT é suportado de série pelo seu software? (Linka, AXA IN, Omni, Acton, Okai no caso do Fleet OS.)
- Reporta estado de fecho real e não estimado?
- A bateria do cadeado dura uma época completa?
- Há GPS — próprio ou do IoT — para geocercas e roubos?
- O fabricante tem API documentada caso mude de plataforma?
Conclusão
O hardware certo é o que o seu software já fala. Antes de comprar 100 cadeados, valide a integração — e se quiser começar pelo caminho curto, o Fleet OS traz Linka, AXA IN, Omni, Acton e Okai integrados de série. Continue com o nosso guia para lançar e escalar uma operação de bicicletas partilhadas ou reveja o comparativo de plataformas SaaS 2026.
Perguntas frequentes
Que cadeado inteligente é melhor para uma frota de bicicletas partilhadas?
Para bicicletas mecânicas urbanas, os frame locks tipo Linka ou AXA IN (ferradura sobre a roda traseira) são o standard: robustos, sem chaves e com abertura a partir do telemóvel. Para cenários com ancoragem a ponto fixo, os padlock/corrente da Omni acrescentam flexibilidade. Em e-bikes, o ótimo é o IoT integrado (Acton, Okai) que também controla o motor.
Que dados de telemetria envia uma e-bike conectada?
As variáveis críticas são: posição GPS, nível de bateria, estado do cadeado (aberto/fechado), alarme de movimento e odómetro. Com elas, o software automatiza alertas de carga noturna, deteção de bicicletas fora de zona e comandos remotos de bloqueio.
Posso usar o Fleet OS com um cadeado de outro fabricante?
Sim. O Fleet OS integra de série Linka, AXA IN, Omni, Acton e Okai. Qualquer outro fabricante que exponha API pode ser adicionado através de uma integração standard de 750 € (integrações não standard, sob proposta).
O software inclui o hardware?
Não. A CityFlow não fornece hardware: as bicicletas, cadeados e dispositivos IoT são fornecidos pelo operador. O que está incluído na licença é a integração por software com os fabricantes compatíveis e o rastreamento GPS.
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