O desafio da Greystar
A Greystar é a maior operadora imobiliária do mundo. Em Espanha gere 3 marcas: Be Casa (flex living de gama média), Nera Living (flex living premium) e Canvas (residências de estudantes).
Quando lançaram a Be Casa em 2024, queriam destacar-se dos outros operadores num mercado cada vez mais competitivo. Uma das apostas: oferecer mobilidade elétrica como serviço premium em cada edifício.
Porque nos escolheram
A Greystar avaliou internamente 4 alternativas:
- Comprar 50 bicicletas por edifício e operá-las com pessoal próprio.
- Acordos com operadores públicos de bike sharing.
- Subsidiar passes individuais para os inquilinos.
- CityFlow.
Porquê a CityFlow? 3 razões concretas:
- 100% branding Be Casa em cada bicicleta (disco lateral, autocolantes, app).
- Zero operação para o property manager (a Greystar não quer operar bicicletas).
- Um modelo escalável que já aplicávamos com a outra marca deles, a Canvas.
A implementação passo a passo
Trabalhámos juntos num plano de 9 semanas:
- Semanas 1–2: visita do diretor de operações deles, planeamento dos docks em planta, definição do look & feel do branding.
- Semanas 3–4: produção dos autocolantes e configuração do software.
- Semana 5: pré-instalação de 25% da frota no primeiro edifício piloto.
- Semana 6: ajustes, formação da equipa Be Casa.
- Semana 7: instalação completa e comunicação aos inquilinos.
- Semanas 8–9: acompanhamento próximo, primeiros dados de uso, ajustes finais.
Resultados ao fim de 6 meses
A Be Casa reporta internamente:
- 78% dos inquilinos ativos na frota todos os meses.
- 2,4 viagens/utilizador/semana em média.
- NPS do serviço de bicicletas: 9,1/10 — o mais alto de todas as amenities do edifício.
- +11% de menções ao serviço nas avaliações públicas e formulários de saída.
O que aprendemos juntos
Para futuras implementações em flex living, estas são as chaves:
- Visibilidade do dock: se a bicicleta não se vê, não se usa. Dock junto à entrada principal ou ao coworking, sempre.
- Comunicação inicial: os inquilinos precisam de 2 emails e 1 cartaz físico para conhecerem o serviço.
- App do edifício integrada: se o inquilino já usa a app do edifício, a bicicleta gere-se melhor a partir dela (não de uma app à parte).
- Personalização do branding: quanto mais personalizada a bicicleta, mais parece "minha" e mais se usa.
Conclusão
O caso Be Casa prova que um parceiro global como a Greystar pode confiar à CityFlow a mobilidade de um edifício sem perder o controlo da marca. E, sobretudo, escala: o que funciona na Be Casa é replicável em qualquer marca de flex living.
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